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CBT fecha ano comemorando importantes conquistas dentro e fora das quadras

Destaques em todas as áreas da modalidade fazem de 2017 um grande ano

 

 
Florianópolis (SC), 21 de dezembro de 2017 – O ano de 2017 foi de mudanças estruturais e muitas conquistas para o tênis brasileiro, dentro e fora das quadras. O ponto de largada foi a conquista de uma sede própria para a Confederação Brasileira de Tênis em Florianópolis, através de uma parceria com a Prefeitura Municipal e com a Federação Catarinense de Tênis, que possibilitou a integração entre as partes administrativa e técnica. Desde janeiro, a entidade passou a dividir o espaço com a Federação Catarinense de Tênis. Pela primeira vez uma sede própria da CBT conta com cinco quadras de piso duro e estrutura para receber torneios e treinamentos.
 
Em março, o catarinense Rafael Westrupp assumiu a presidência da CBT. Ex-presidente da Federação Catarinense de Tênis e diretor executivo da CBT durante o mandato do ex-presidente Jorge Lacerda, Westrupp foi eleito por aclamação em chapa única, contando com o apoio de todos os presidentes de Federações. Desde então, o novo presidente vem desenvolvendo uma gestão eficiente e transparente no comando da entidade. Também foi criado um Conselho Consultivo com nomes importantes para agregar valor nos aconselhamentos em diversas áreas da entidade máxima da modalidade. O Conselho Consultivo é formado de forma voluntária pelos empresários Rafael Kuerten (Grupo Guga Kuerten), Rogério Melzi (Hospital Care) e Christian Burgos (Inner Editora), além do presidente da entidade, Rafael Westrupp, e do tenista Marcelo Melo.
 
“Acho que a Confederação está sempre buscando fazer alguma coisa para evoluir o tênis brasileiro. A reunião do Conselho Consultivo que participei foi legal, coloquei pontos nos quais acho que poderíamos melhorar em todos os aspectos. Foi minha primeira reunião, tem muita coisa ainda para andar. Mas foi uma bela iniciativa da Confederação”, fala o atleta número 1 do mundo em duplas, Marcelo Melo.
 
Apesar da crise econômica mundial, além da manutenção do patrocínio dos Correios, parceria que completará uma década neste biênio, a CBT ganhou três novos patrocinadores de peso no mercado internacional: Peugeot, Wilson e Companion Sports. Também destaca-se a renovação do convênio com a Federação Francesa de Tênis e a realização da terceira edição do Rendez-Vous à Roland-Garros, que deu a oportunidade extra de juvenis brasileiros disputarem uma vaga na chave principal do torneio juvenil do Grand Slam francês.
 
O Ministro do Esporte, Leonardo Carneiro Monteiro Picciani, visitou as instalações da CBT em Florianópolis e conheceu de perto o produtivo modelo de gestão da entidade que atende a todas as pontas: aulas sociais, alto rendimento, juvenis, cadeirantes, toda a parte educacional, com salas de aulas para o contraturno escolar e reforço para as crianças que participam dos projetos sociais. Estava presente também o  Prefeito Municipal de Florianópolis, Gean Loureiro, que assinou o convênio da sede da entidade  compartilhada com a FCT e publicou no Diário Oficial.
 
Capacitação Ouro
A renovação do certificado Ouro da ITF por mais quatro anos, em janeiro, reconheceu o trabalho desenvolvido pela CBT para capacitar professores e treinadores de tênis em todo o país, alinhados com os preceitos mais atuais da entidade internacional. Atualmente, apenas 16 países de 216 filiados da ITF possuem esta certificação.
 
Ao todo, este ano o Departamento de Capacitação da CBT qualificou cerca de 1.100 profissionais através de 30 cursos de formação e específicos, workshops e congressos, em todas as regiões do Brasil. Em junho, Curitiba sediou a 7º edição do Workshop Internacional de Tênis, que contou com palestrantes de peso, como o espanhol Pancho Alvariño e o argentino Ignacio Asenzo. Outro grande momento da capacitação da CBT em 2017 foi a participação de 11 treinadores na 20º edição da Conferência Mundial da ITF, em Sofia, na Bulgária, em novembro. 
 
Em dezembro, a CBT realizou a primeira edição do Congresso Nacional de Tênis, em Natal (RN), que contou com grandes nomes como João Zwetsch, capitão da equipe brasileira da Copa Davis; Patricio Arnold, coordenador de Alto Rendimento da CBT; Cesar Kist, coordenador de Capacitação da CBT; Eduardo Frick, gerente de Esportes e Eventos da CBT, entre outros. “Dentro da linha de planejamento de desenvolvimento regionalizado da modalidade, foi muito importante termos levado pela primeira vez um congresso desse porte para o Nordeste”, ressalta Rafael Westrupp, presidente da CBT.
 
Na sequência, a CBT realizou o primeiro Encontro Nacional de Treinamento, na sede da entidade, em Florianópolis, que reuniu os principais nomes da nova geração - que tinham agenda disponível -, treinadores de ponta e profissionais de peso, como Marcelo Melo, Bruno Soares, Rogério Dutra Silva, Marcelo Demoliner, Thiago Monteiro, Bia Haddad Maia, Gabriela Cé e Luisa Stefani, além dos ex-tenistas Gustavo Kuerten e Fernando Meligeni.
 
Arbitragem de ponta
 
O ano também foi bastante positivo para o Departamento de Arbitragem da CBT. Referência na América do Sul, o Brasil encerrou 2017 com 54 certificações, sendo 32 homens e 7 mulheres, divididos nas funções Referee, Chefe de Juízes, Juiz de Cadeira e Review Official. Foram dois Cursos Nacionais realizados, em Palmas (TO) e São Carlos (SP). Também houve um Workshop para juízes de cadeira e outros dois para árbitros gerais.
 
Em relação aos cursos internacionais, quatro brasileiros foram aprovados na escola Nível 3 da ITF em São Paulo, três deles como juízes de cadeira bronze badge - todos com o apoio da CBT. Outros dois árbitros brasileiros foram promovidos. Paula Vieira Souza foi promovida a Gold Badge como Juíza de cadeira e Rafael Maia foi promovido a Silver Badge como Juiz de Cadeira. Com isso, Paula se tornou a primeira mulher na América Latina a alcançar esta certificação, obtida por apenas nove mulheres no mundo.
 
Os árbitros brasileiros estiveram presentes em vários torneios profissionais ao longo do ano, com destaque para Australian Open, Roland Garros, Wimbledon e US Open, além de diversos torneios do circuito ATP e WTA (Europa, Ásia e América do Norte), Copa Davis e Fed Cup. Apenas em Wimbledon, foram 14 árbitros brasileiros, inclusive com juízes de linha atuando nas finais de simples, assim como em Roland Garros e no ATP Masters de Londres.
 
Resultados em quadra
 
Dentro de quadra, também foi uma grande temporada para os tenistas brasileiros. Rogério Dutra Silva foi campeão dos Challengers de Santiago e da Cidade do Panamá e vice no de Bordeaux, em simples, e campeão do ATP 500 de São Paulo e quadrifinalista de Roland Garros, nas duplas. O paulista encerrou o ano como número 1 do Brasil e 101 no ranking da ATP, em simples, e como 90 do mundo em duplas.
 
O também paulista Thomaz Bellucci foi vice-campeão do ATP 250 de Houston e semifinalista do ATP 250 de Quito e fechou a temporada na 113a posição no ranking de simples da ATP. O cearense Thiago Monteiro, por sua vez, foi semifinalista dos Challengers do Rio de Janeiro e de Santiago, chegou a estar no top 100 em fevereiro e encerrou o ano como 124 do mundo de simples. O gaúcho Guilherme Clezar foi vice-campeão nos Challengers de Liberec e de Cali e fechou 2017 como 206 no ranking de simples da ATP.
 
Já o mineiro Marcelo Melo teve mais uma temporada brilhante. O duplista terminou como número 1 do mundo no ranking individual de duplas e como parceria número 1 do mundo ao lado do polonês Lukasz Kubot. Nesta temporada, os dois conquistaram seis títulos (Wimbledon, Masters 1000 de Miami, Masters 1000 de Madrid, Masters 1000 de Paris, ATP 500 de Halle e ATP 250 de s-Hertogenbosch) e quatro vice-campeonatos (Masters 1000 de Indian Wells, Masters 1000 de Shanghai, ATP 500 de Washington e ATP Finals) e foram eleitos campeões mundiais ITF 2017 em dupla masculina. 
 
O também mineiro Bruno Soares igualmente teve uma grande temporada e encerrou o ano como número 10 no ranking de duplas da ATP. Ao lado do parceiro Jamie Murray, o duplista foi campeão do ATP 500 de Acapulco, do ATP 500 de Londres e do ATP 250 de Stuttgart, e vice no Masters 1000 de Cincinnati, no ATP 500 de Tokyo e no ATP 250 de Sydney.
 
O duplista gaúcho Marcelo Demoliner também teve uma boa temporada, conquistou quatro vice-campeonatos, no ATP 500 de Vienna, no ATP 250 de Chengdu, no ATP 250 de Lyon e no ATP 250 de São Paulo e terminou como número 34 no ranking de duplas da ATP. Outro duplista, o mineiro André Sá, foi campeão no ATP 250 de São Paulo e vice no ATP 250 de Eastbourne e fechou a temporada como 94 no ranking de duplas da ATP. 
 
O duplista gaúcho Fabrício Neis foi campeão dos Challenger de Marburg, Campinas e Rio de Janeiro e vice nos Challengers de Blois, Perugia, Buenos Aires e Cali e terminou o ano como número 127 no ranking de duplas da ATP. O duplista carioca Fabiano de Paula foi campeão dos Challengers de Biella e Buenos Aires e campeão dos Future de Abuja F1 e Abuja F3 e vice do Challenger de Montevideo e encerrou a temporada como 136 no ranking de duplas da ATP. Outro duplista carioca, Fernando Romboli, foi campeão do Challenger de Montevideo e dos Future de Abuja F1 e Abuja F3 e fechou como 185 do ranking de duplas da ATP.
 
Entre as mulheres, a paulista Beatriz Haddad Maia teve a melhor temporada de sua carreira e terminou o ano como número 71 no ranking do WTA. A tenista de 21 anos foi campeã do ITF de Clare e do ITF de Cagnes-sur-mer, vice-campeã do WTA de Seul, semifinalista no WTA de Bol e quadrifinalista no WTA de Praga.  A CBT fez um alto investimento na atleta, que é apoiada pela entidade desde que era juvenil. 
“Por experiência própria posso falar que o trabalho vem sendo realizado pela CBT da melhor maneira. É muito importante para os juvenis terem a possibilidade de viajar com treinador, com equipe, de disputar os sul-americanos, de poder estar vivenciando os ITFs e classificando para estar nos grand slams juvenis, pois estes torneios trazem muita experiência para a gente, para quando chegar no profissional não ser um susto. A CBT proporciona tudo isso pois é muito duro, é muito caro viajar, as despesas são muito altas. Eu estou colhendo os frutos agora de todo esse trabalho que a gente vem fazendo. Para quem sai do juvenil para o profissional faz muita diferença ter tido esse apoio. Só no juvenil eu disputei três vezes Roland-Garros e isso ajuda muito o atleta dentro da quadra. Fora da quadra a gente consegue fazer o trabalho melhor, ter o meu técnico e preparador físico comigo, ter a melhor estrutura para estar viajando, oportunidade de estar jogando com as melhores aqui fora, na Europa, nos Estados Unidos, onde o tênis é jogado de alto nível. Sou muito grata à CBT e esse trabalho ainda vai durar muitos anos pois ainda estou no início de minha carreira”, ressalta Beatriz Haddad Maia.
 
Juvenis e atletas em transição
 
Os tenistas juvenis e da transição também se destacaram na temporada. Um dos principais nomes da nova geração, o paranaense Thiago Wild foi campeão no Sul-Americano GB1, na Argentina, e no Torneo "Città Di Santa Croce" Mauro Sabatini, na Itália, e vice-campeão do Banana Bowl, em Criciúma (SC). O tenista de 17 anos e número 1 juvenil nacional, também conquistou o Future US$ 15 mil de Antalya, na Turquia, e terminou o ano como número 608 no ranking de simples da ATP.
 
O pernambucano João Lucas Reis foi campeão do Bahia Juniors Cup e vice no Uruguay Bowl e na Copa FTCH 2017. O paulista Matheus Pucinelli foi vice-campeão na Argentina Cup, no Les Internationaux de Tennis Junior Banque Nationale, no Canadá, e na Copa Guga Kuerten 2017. O brasiliense Gilbert Klier foi vice-campeão no Inka Bowl, no Peru. O paulista Mateus Alves foi campeão da Copa Guga Kuerten 2017. O mineiro João Ferreira foi campeão do Patuju Junior Open, na Bolívia e vice no Al-Solaimaneyah EGY 1 ITF Junior Tournament, no Egito. O paulista Diego Padilha foi campeão da Copa "Indervalle" e da Copa Liga de Tenis de Bogotá, ambos na Colômbia. O equatoriano radicado em Santa Catarina, Mateo Reyes foi campeão da Copa Quito Tenis e vice no Peru Junior Open e na Copa Santa Catarina. O baiano Natan Rodrigues foi campeão da Copa Santa Catarina.
 
Entre as meninas, a paulista Thaisa Pedretti foi campeã na Vendimia Cup, na Argentina, a paranaense Nathalia Gasparin foi campeã no Bahia Juniors Cup e vice na Copa Guga Kuerten. A mineira Marina Figueiredo foi campeã da Londrina Junior Cup e vice na Copa FTCH, no Chile. A paulista Ana Luiza Cruz foi vice-campeã no Pascuas Bowl e vice-campeã no APT Junior Open, ambos no Paraguai. A goiana Nalanda Silva foi vice-campeã no Club Tenis Union ITF II e no Vina Del Mar V Region, ambos no Chile.
 
A CBT consolidou o programa de transição com a participação de atletas em grandes torneios, conhecendo a dinâmica de cada um deles e treinando com os melhores do mundo, apadrinhados pelos nossos tenistas profissionais.  Com investimento de R$ 400 mil por ano, a CBT escolheu juvenis com claro potencial de se tornarem profissionais para ganharem experiência em grandes torneios do circuito da ATP e da WTA. Na prática, eles acompanham tenistas profissionais, como Thomaz Bellucci, Thiago Monteiro, Bruno Soares, Marcelo Melo, Rogerinho e André Sá, nas competições e têm a chance de se tornarem “sparrings” de atletas do Top 10 do ranking mundial. 
 
O objetivo do projeto é colocar os juvenis em contato com os grandes tenistas da atualidade, principalmente nos momentos de treinamento. Mateus Alves, por exemplo, pôde treinar com o espanhol Rafael Nadal, um dos maiores da história, e o escocês Andy Murray, atual número 1 do mundo, no Masters 1000 de Cincinnati, nos Estados Unidos, em agosto do ano passado.
 
“Foi uma experiência muito boa, é incrível a sensação de treinar com os caras que eu sempre vi na TV. São ídolos mundiais”, disse ao Estado o tenista de 16 anos. “Pude aprender um pouco da intensidade deles, de como eles treinam, como se preparam. Foi muito importante para o meu crescimento dentro de quadra”, afirmou Mateus, que treinou também com o espanhol David Ferrer e os franceses Gilles Simon e Jo-Wilfried Tsonga. “E não é só treinar ou aquecer, é vivenciar o dia a dia, o bastidor do circuito. É numa conversa informal, na janta ou indo para o clube que o menino aprende alguma coisa importante”, afirma Eduardo Frick, gerente esportivo da CBT.  “Os padrinhos e madrinhas participam do aquecimento dos meninos e meninas, contam como é o dia a dia, convivem com eles, explicam como funciona e apresentam a eles o circuito de alto nível”, diz Frick. “Me atrevo a dizer que ir a um torneio do projeto é dez vezes melhor do que jogar uma competição para pontuar na ATP. Torneios futures têm toda semana. Mas não é toda semana que você tem a oportunidade de aquecer com o Murray ou treinar com o Nadal. Isso não tem preço.”
 
Pelo projeto, a CBT banca passagens aéreas e hospedagens do juvenil e também do seu treinador.  “Nosso plano está indo muito mais na ótica de desenvolvimento macro do jogador. Não adianta mandar o jogador se ele voltar para casa e não saber como atuar na rotina. O treinador é importante para ver como são as rotinas e aplicá-las no dia a dia do jogador”, explica o presidente da CBT, Rafael Westrupp.
 
Campeonato Brasileiro Interclubes fomenta base
 
Uma das grandes novidades deste ano foi a implementação do Campeonato Brasileiro Interclubes, que contou com cinco torneios em várias regiões do Brasil: Caxias do Sul, São Paulo, Criciúma, Curitiba e Salvador. Ao todo, foram 778 inscrições nas categorias 12, 14, 16 e 18 anos, masculino e feminino, de 52 clubes de todo país. Promovido pela CBT em parceria com o Comitê Brasileiro de Clubes (CBC), o Campeonato Brasileiro Interclubes tem como intuito fomentar o tênis nas categorias de base. Todos os atletas filiados a clubes que, por sua vez, sejam filiados ou vinculados ao CBC viajam com passagens aéreas e hospedagens custeadas pelo CBC. “O principal ponto é o benefício que esta parceria vai oferecer para a categoria juvenil, com 6 torneios por ano até 2020 em grandes estruturas, em seis grandes clubes do Brasil”, avalia José Guilherme Danelon, vice-presidente da CBT.
 
Tênis em Cadeira de Rodas entra para a história
 
O Tênis em Cadeira de Rodas também obteve grandes resultados em 2017. O catarinense Ymanitu Silva tornou-se o primeiro brasileiro a se classificar para o NEC Wheelchair Tennis Masters, na Inglaterra, que reuniu os seis melhores tenistas cadeirantes no fim da temporada, e encerrou o ano como número oito do mundo na categoria Quad. Em 2017, Mani conquistou seis títulos e cinco vice-campeonatos. O paratleta sagrou-se campeão no Open de Vendee (simples e duplas), no Israel Open (simples), no Tennis Canada International Champs, (simples), na Prague Cup (duplas) e no Bath Indoor Tournament (duplas). Ele também foi vice-campeão no Israel Open (duplas), no PTR Hilton Head Championships (simples e duplas) e na semana Guga Kuerten (simples e duplas) e recebeu o Prêmio Paralímpicos pelo segundo ano consecutivo. “Foi um ano de meta atingida, agora é continuar trabalhando muito para continuar mantendo este nível. Só tenho a agradecer a CBT pelo apoio e estrutura que me proporciona para estar entre os melhores”, fala Ymanitu.
 
O mineiro Daniel Rodrigues foi campeão de simples na Semana Guga Kuerten, do Internazionali d'Italia, do Uberlândia Open e do Gran Prix Brazil Wheelchair e campeão de duplas do Uberlandia Open e do Gran Prix Brazil Wheelchair. O mineiro Rafael Medeiros foi campeão do Del Mar Open e da Copa Quito Tenis y Golf Club, em simples e duplas. A pernambucana Natália Mayara foi campeã do Israel Open e do Be'er Sheba Open, também em Israel, em simples, e campeã da Semana Guga Kuerten, do Chilean Open, do Open de Vendee, da Copa Quito Tenis y Golf Club, do Uberlandia Open e do US Open USTA Wheelchair Championships, em duplas. A mineira Meirycoll Duval foi campeã do Gran Prix Brazil Wheelchair, em simples e duplas, e da Semana Guga Kuerten, em duplas.
 
No Tênis em Cadeira de Rodas juvenil, o catarinense Jucélio Torquato, de 17 anos, encerrou o ano como quinto no ranking mundial e teve a confirmação da vaga na Cruyff Foundation Junior Masters, a Masters Cup Juvenil da modalidade, que reúne os melhores tenistas da categoria na temporada em janeiro do ano que vem, na França.  “Temos um planejamento até 2020, visando a Paralimpíada de Tóquio e alguns resultados como estes citados acima já estão aparecendo”, pontua Jesus Tajra, vice-presidente da CBT.
 
Atletas Seniors em destaque pelo mundo
 
O Circuito Nacional de Seniors contou com mais de 1500 inscrições, nas categorias de 35 a 80 anos, em oito torneios em 2017, em Novo Hamburgo (RS), Brasília (DF), Aracaju (SE), Goiânia (G), Salvador (BA), São Paulo (SP) e Porto Alegre (RS), além de um Sul-Americano em Brasília. Os atletas brasileiros também se destacaram em competições fora do país. Moacir Werner foi campeão do ITF G3 de Leverkusen, na Alemanha (55 anos). O ITF G2 de Assunção, no Paraguai, teve como campeões Clayvert Gusmão (45 anos), Eduardo Almeida (65 anos), em simples, e Eurico Carvalho e Marcos Gomes (50 anos) e João Reis e Pedro Rocha Coelho (55 anos), nas duplas. Foram campeãs no IFT G3 de Arequipa, no Peru, Rosângela Fritelli (60 anos) e Christa Coelho (75 anos). João Sucupira foi campeão do ITF G3 de Santa Cruz de La Sierra, na Bolívia (60 anos). Amadeu Façanha foi campeão da Copa Iberica de Portugal (60 anos), Marcelo Maciel foi campeão do ITF G3 de Salinas, no Equador (45 anos), e Hayrton Ferreira foi campeão do ITF G3 de Vina del Mar, no Chile (70 anos). 
 
Beach Tennis em pleno crescimento
 
No Beach Tennis, umas das modalidades que mais crescem no Brasil, foram vários os destaques. A carioca Joana Cortez, ex-número 1 do mundo e atual sexta colocada no ranking da ITF, foi campeã dos torneios de João Pessoa, Niterói, Maceió, Saarlouis-ALE, do Pan-Americano de Aruba do Garopaba Open. A catarinense Rafaella Miiller, número cinco do mundo, foi campeã dos torneios de João Pessoa, Niterói, Maceió, Toulouse-FRA, Saarlouis-ALE, Guaiaquill-EQU, Balneário Camboriú e do Pan-Americano de Aruba. A paulista Samantha Barijan foi campeã dos torneios de Fortaleza, Fukuoka-JAP e Miyazaki-JAP. A paranaense Marcela Vita foi campeã dos torneios de Fukuoka-JAP, Miyazaki-JAP e Balneário Camboriú. A carioca Flavia Muniz foi campeã em Balneário Camboriú e de dois torneios em Fortaleza. A gaúcha Nathália Font foi campeã em Balneário Camboriú. a carioca Lorena Melo foi campeã do torneio de São Miguel do Gostoso. A cearense Marília Câmara também foi campeã em São Miguel do Gostoso e em Fortaleza. O carioca Vini Font foi campeão em Balneário Camboriú. O carioca Ralf Abreu foi campeão de dois torneios em Balneário Camboriú e em João Pessoa, Maceió e São Miguel do Gostoso. O carioca Diogo Carneio foi campeã dos torneios João Pessoa, Balneário Camboriú, Maceió e São Miguel do Gostoso. 
 
CBT firma parceria com um dos principais centros de tênis da Europa
 
O fim de ano ainda foi marcado pelo anúncio da parceria da CBT com a BTT Tennis Academy (Barcelona Total Tennis), que funcionará como base de treinamento da entidade na Europa. O local conta com uma estrutura de ponta e 16 quadras de saibro. Além disso, os melhores técnicos espanhóis integram o corpo da academia, como Francis Roig, que, junto com Carlos Moyá, é um dos técnicos do número 1 do mundo Rafael Nadal. O gaúcho Orlando Luz será o primeiro tenista brasileiro a usufruir desta parceria da CBT, que dará todo o suporte técnico e financeiro para o atleta treinar em um dos melhores centros da Europa. Orlandinho será treinado pelo brasileiro radicado na Espanha Léo Azevedo, um dos coordenadores técnicos da academia. Léo atuou por oito anos na USTA (Associação Norte-Americana de Tênis) e trabalhou na academia de Juan Carlos Ferrero, de 2003 a 2006. A parceria com a BTT possibilitará a CBT dar ainda mais assistência aos principais tenistas brasileiros durante a gira europeia.
 


 

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