Aqui voce encontra comentários de quem joga e faz diferença no tênis em Porto Alegre e no resto do mundo.

 

 

Jogar em parceria com o astro Thomaz Koch
Leia o artigo do jornalista DeZotti sobre os pais de tenistas
O bem-humorado texto que trata do "Ratão" presente nas quadras de tênis


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JOGAR EM PARCERIA COM UM ASTRO
(Artigo escrito após o VIP de Vets no Leopoldina em 2000)

 

Quando resolvi relatar esta experiencia sobre como jogar em duplas com um astro, no caso o grande Thomaz Koch, eu posso garantir que só tenho um objetivo :
"Tentar mostrar às pessoas que mais vale um elogio do que uma crítica desabonadora"
Confesso que quando aceitei o convite (amável) do amigo Thomaz para jogar este XV VIP em Porto Alegre, fiquei um pouco preocupado, mas seria muito tolo se não aceitasse.
Primeiro porque não estava nem um pouco treinado, pois a última partida mais forte que eu tinha jogado já tinha mais de 60 dias, e segundo porque tem aquele negócio : Se voce ganha, quem ganha é o CRAQUE. Se voce perde, tem que aturar as gozações por muitos anos a fio porque "conseguiu" enterrar o CRAQUE.
É muito difícil, e quando entrei na quadra para jogar com o meu grande ídolo, sinceramente estava preocupado. Não combinamos nada, nem mesmo de que lado ele preferia jogar. Quando estávamos prestes a começar o aquecimento eu lhe perguntei qual o lado que ele preferia, e ele simplesmente me retrucou ; Qual o lado que voce prefere? Eu respondi que só jogo na esquerda e ele então me disse : Deixa a direita comigo e segura as pontas no teu lado. Só este fato já me deixou muito à vontade, pois realmente meu rendimento (e todos sabem disto) cai muito quando tenho que funcionar com o "drive", se é que ele pode ser chamado disto. Na primeira partida já pude sentir que eu poderia fazer todas as bobagens possíveis e mesmo assim eu teria o maior apoio do meu parceiro. No meio do jogo, que por sinal foi tranquilo, o Thomaz sempre me deu a maior força, sempre elogiando as boas jogadas e sempre consolando caso algo não tivesse saído a contento.
No segundo jogo, tivemos uma pauleira de 2 horas de jogo, e estivemos prestes a perder a partida, pois os adversários eram muito qualificados e tiveram chances de fechar a partida no segundo set quando fizeram 6x5 e saque a seu favor. Buscamos o set e fizemos 7x6 e ganhamos o terceiro e decisivo set por 6x4, o que também mostra que até o "apito final" sempre há uma chance de recuperação.
Mas o mais importante de tudo é que em nenhum momento, repito, em nenhum momento o Thomaz me dirigiu qualquer palavra ou gesto de reprovação para algum erro meu, e é isto que eu queria ressaltar.
Tem muito perna de pau, que não tem nenhum passado ou tradição tenística e que reclama do seu parceiro do princípio ao fim das partidas. Isto não pode ocorrer. Canso de ver jogos em que os parceiros são desmoralizados pelos companheiros por erros que absolutamente são normais nos jogos de tênis. Ou será que alguém erra de propósito? Já vi jogadores culpando o parceiro por duplas faltas cometidas por ele. Que culpa tem o parceiro se o camarada erra dois saques e faz dupla falta? Isto tem que acabar. Deixe seu parceiro jogar, assim como espere que ele faça o mesmo. O tênis é um esporte que necessita de muita confiança e se voce reclama a tendencia é do seu parceiro afundar, e com ele a sua dupla.

Pense nisto antes de fazer caretas, atirar a raquete no chão ou fazer algum comentário por um erro do seu parceiro. O seu prejuízo é certo. Quem ganha com isto é o seu adversário. Faça como o Thomaz, dê força ao seu parceiro e com isto as suas chances vão aumentar muito. Elogie, diga PENA PARCEIRO, diga NÃO FOI NADA, diga GRANDE BOLA PARCEIRO, diga QUE BOLA!!! , e isto melhorará muito o rendimento de sua dupla.
Quem diz isto é alguém que recentemente conquistou um título internacional no VIP de Veteranos no Leopoldina Juvenil, e que recebeu todos estes incentivos do seu parceiro. Nada mais, nada menos do que o grande THOMAZ KOCH.
OBRIGADO THOMAZ !!!
Sds,
Roberto Carneiro (Carioca)

 

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Pai cego, filho também...

Artigo de José Eduardo De Zotti

 

Claro, o título acima foi inspirado numa obra bastante conhecida aqui no Brasil. Mas as comparações encerram-se por aí. O objetivo deste texto é alertar para a cegueira eventual e, em muitos casos, uma cegueira permanente que acomete os pais de tenistas. É preciso muito cuidado com esta "doença", pois na maioria dos casos ela é hereditária e acaba atingindo os próprios filhos tenistas. Um dos sintomas é este: "Meu filho tem um grande futuro. Ele está com 16 anos e já foi campeão nos 10, 12 e 14, ficou entre os cinco melhores do Brasil e os três do Estado". Outro indicativo, um pouco mais sério: "Este ano novamente não deu certo. Mas ele está jogando bem melhor. Está sacando bem, corre que nem um touro. Tenho certeza de que nesta temporada ele arrebenta". Dezenas de outras características do pai cego poderiam ser citadas, mas o objetivo aqui é alertar para a realidade que se apresenta em qualquer torneio infanto-juvenil ou até mesmo infantil, aqueles onde os pais ficam na beira da quadra e à beira de um ataque de nervos. Quem gosta de tênis certamente vai lembrar de pais que simplesmente "atormentam" seus filhos. Em primeiro lugar devido à cegueira, que não lhes permite ver que a criança ou jovem não tem vocação para o tênis, que simplesmente o esporte dele é futebol, vôlei, natação ou bola de gude, mas tênis, por favor, só para lazer. Em segundo lugar, o pai parece querer que o filho seja tudo que ele próprio não conseguiu dentro de quadra. Todos sonham em ter um Guga como descendente, mas nem mesmo lembram o quanto custou para o nosso grande número 1 chegar ao topo. Os pais cegos chegam ao extremo de gritar com os filhos, criticar, perguntar como eles não chegaram naquela bola e porque erraram um smash "fácil"... O pior de tudo é que estas crianças vão crescer e seguir os passos dos pais, com grandes chances de também não conseguirem enxergar a realidade à sua frente. Técnicos, academias, clubes e amigos também contribuem, muitas vezes, para o crescimento desta doença, pensando somente em faturar. Não têm coragem nem querem perder dinheiro alertando os pais que certos atletas nunca terão futuro com o tênis. Se você tem amigos cegos, é sua obrigação abrir os olhos deles e alertá-los para a verdade nua e crua dos fatos. O pior é ser conivente com a doença e fazer com que eles sejam alvos de piadas ou que, num futuro breve, tenham filhos traumatizados e até com vergonha de jogar sob tensão permanente, pela simples presença dos pais.

 

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O RATÃO

Aí vai um textinho com a pretensão de ser bem humorado. Se você vestir algum chapéu, não se zangue. Afinal, "de ratão e de louco todos temos um pouco".
Na área tenística, como de resto em todas as áreas, temos um personagem que está presente em todas as ocasiões. É ele o RATÃO. Neste aspecto, podemos dividir os ratões em algumas categorias, conforme abaixo :
1) Ratão de quadra - Este distingue-se pela singular qualidade de não querer nunca sair da quadra, mesmo que já esteja jogando há horas e que tenham vários companheiros esperando ao lado da quadra para jogar. O truque comumente usado por este tipo de ratão é o de variar as parcerias, com tenistas se sucedendo na quadra, sem no entanto o ratão dar o seu lugar a quem quer que seja. Mas o ratão tem um mérito: chega sempre cedo e é sempre o último a se juntar na rodinha de cerveja, e normalmente quando chega funciona como uma espécie de bomba "espalha roda" e acaba com a mesma. Já vi ratões jogando em dois horários seguidos em dia de chuva e não ceder lugar a algum amigo que está esperando ansiosamente(devido ao mau tempo) fora da quadra. Este é o RATÃO DOURADO, uma espécie mais ou menos rara, mas sempre presente em todos os clubes da praça.
2) Ratão de troféus - Este distingue-se pela obsessiva necessidade de ganhar um troféuzinho, por mais artimanhas e peripécias que tenha que armar para conseguir seu objetivo. A mais comum é se inscrever em categorias inferiores para abiscoitar o troféu. Como já existem as comissões criadas para tentar evitar isto, outro método é o de alterar o nome para que ninguém o reconheça. Por exemplo, um tenista chamado João Ernani da Silva(nome fictício), e que é conhecido nas chaves dos torneios como J. Silva, vai se inscrever com o nome J. Ernani e aí não há comissão que pegue tal esperteza. Ás vezes não funciona, porque normalmente este tipo de ratão é um baita "alça"!!!!
3) Ratão de parcerias

3.1) Parcerias de final de semana - Este é o que escolhe parceiros para seus jogos, sem quaisquer escrúpulos. Fica até o último momento esperando fechar o seu jogo, e às vezes quando este não é do seu agrado, o abandona na metade para pular para a quadra do lado onde se encontra uma parceria mais qualificada. Este é conhecido como "RATÃO CAPA PRETA", tal a sua qualificação.
3.2) Parcerias para torneios - Usualmente este tipo de ratão escolhe a dedo seu parceiro para o torneio, arriscando até mesmo não participar do mesmo, tais suas exigências quanto ao felizardo que vai jogar do seu lado. Já vi ratões desmanchando parcerias na véspera de um torneio, pois surgiu um parceiro melhor e aquele anterior que se lixe, pois as possibilidades de troféu com o novo parceiro são muito maiores.
3.3) Parcerias em dia de chuva - Este é um ratão muito comum nos períodos chuvosos. Este ratão atua reservando muitas quadras cobertas neste período, fazendo com que possa escolher os melhores parceiros, ávidos por jogar nos dias chuvosos. É sabido que os melhores parceiros dificilmente marcam quadras à espera dos convites, que certamente sempre acontecem. Normalmente este tipo de ratão denomina-se "Ratão Albino" pois tem problemas para jogar sob a luz solar.
4) Ratão afanador - Muito comum em quadras rápidas, embora possa ser encontrado também em quadras de saibro. Neste último tipo de quadras têm maior dificuldade de agir, pois as marcas das bolas no piso os atrapalham um pouco. Mas sempre arranjam um jeito de encontrar uma marca próxima que os auxilie no seu objetivo. Nas quadras rápidas são praticamente imbatíveis. Perdem um pouco de sua eficiência quando jogam em quadras mais centrais, pois neste caso sempre tem muitas testemunhas.
5) Ratão "brabo" - Conhecido pelo seu destempero, este tipo de ratão caracteriza-se pelo fato de que as bolas duvidosas são sempre marcadas a seu favor. O próprio adversário, para não se incomodar, concede sempre os pontos duvidosos a ele, para que o jogo prossiga na mais santa paz.
6) Ratão Armador de rolo - Este ratão utiliza muito o expediente de arrumar uma confusão no meio do jogo para "tirar" o adversário da concentração e conseqüentemente do jogo. Muito comum em torneios que não contam com juiz de quadra. Ao contrário dos "afanadores" o "armador de rolo" ganha eficiência quando tem platéia, o que aumenta a dramaticidade de suas "atuações" na quadra.
7) Ratão de "foot fault" - Muito encontrado numa determinada séde de um clube muito conhecido. Este ratão é reconhecido por sacar próximo ao "T", o que faz com rara competência, normalmente atirando a bola bem para a frente e saindo atrás dela para fazer o contato com a raquete . Admirado pelos fãs pela rapidez com que ele chega à rede no seu saque. Os que NÃO SÃO fãs sabem que ele só chega rápido à rede porque executa o serviço muito próximo a ela.

 

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